O que pensam os portugueses 2026
A Constituição da República Portuguesa completa 50 anos em abril de 2026. Aprovada a 2 de abril de 1976, na sequência da Revolução do 25 de Abril de 1974 e do processo de democratização que lhe sucedeu, e que teve nas eleições para a assembleia constituinte, um ano decorrido do golpe militar, um momento crucial, a Constituição portuguesa é um dos textos fundacionais da democracia contemporânea.
Ao longo de meio século, foi revista por sete vezes, conviveu com profundas transformações económicas e sociais, da integração europeia à crise financeira de 2008 e às suas consequências na vida dos cidadãos – mantendo-se como referência central do ordenamento jurídico, institucional e político do país.
É neste contexto comemorativo, mas também de crescente debate público sobre a necessidade de atualização constitucional, que o IPPS-Iscte promoveu o estudo “O que Pensam os Portugueses: 50 anos da Constituição”.
Pode consultar o relatório completo no botão localizado no lado direito da página.
Posicionamento face à Constituição

Opiniões sobre a Revisão Constitucional

Confiança nas Instituições

Ficha Técnica
Realizado pelo IPPS-Iscte em parceria com a GfK Metris, empresa especializada em estudos de mercado e opinião, no contexto das comemorações dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa.
O universo é constituído por indivíduos de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos, residentes em Portugal Continental. A amostra final integrou 1007 entrevistas, distribuídas de forma proporcional pelas sete regiões NUTS II de 2024: Norte (368), Grande Lisboa (204), Centro (173), Península de Setúbal (83), Oeste e Vale do Tejo (81), Alentejo (51) e Algarve (47).
A seleção dos inquiridos foi realizada pelo método de quotas, com base numa matriz multivariada que cruza sexo, idade, instrução, região e habitat. Os pontos de amostragem foram selecionados aleatoriamente a partir de uma matriz inicial de região versus dimensão do agregado populacional, com instruções expressas para distribuição das entrevistas por toda a localidade, garantindo a dispersão geográfica dentro de cada ponto.
A recolha de informação decorreu entre 14 de fevereiro e 3 de março de 2026, através de entrevista direta e pessoal realizada na residência dos inquiridos, em condições de total privacidade. As entrevistas foram conduzidas por 43 entrevistadores recrutados, treinados e supervisionados pela GfK Metris, com formação específica para as particularidades deste estudo. A recolha incidiu nos fins de semana entre as 10h e as 22h, e nos dias úteis entre as 17h e as 22h.
Do total de 3543 contactos realizados, 1007 resultaram em entrevista completa, registando-se 839 recusas, 1080 não contactados, 452 não disponíveis e 165 casos não elegíveis.
A recolha foi realizada com recurso ao sistema CAPI (Computer Assisted Personal Interviewing), que permitiu uma validação automática em tempo real dos códigos de resposta e da articulação entre perguntas, incluindo saltos e filtros, sem que em nenhum caso tenham sido efetuadas correções automáticas à informação recolhida. O controlo de qualidade incluiu ainda a supervisão de pelo menos 20% do trabalho de cada entrevistador, através de novo contacto direto ou telefónico com os entrevistados, e a distribuição das entrevistas por múltiplos entrevistadores em cada região, de modo a evitar concentrações que pudessem comprometer a fiabilidade dos dados.